José Abelardo Barbosa de Medeiros (1917–1988), conhecido como Chacrinha, foi um dos mais influentes apresentadores e comunicadores da televisão brasileira. Com seu humor anárquico, bordões e figurinos extravagantes, marcou a cultura popular e transformou o formato dos programas de auditório no país.
Início da carreira
Formado parcialmente em Medicina, Chacrinha começou sua trajetória no rádio nos anos 1940, como locutor na Rádio Clube Niterói. Seu estilo irreverente logo o destacou, e o apelido “Chacrinha” nasceu de um programa de carnaval chamado Rei Momo na Chacrinha. O sucesso no rádio abriu caminho para a televisão, onde estreou em 1956, na TV Tupi.
Revolução na televisão
Chacrinha levou à TV um formato de auditório caótico e festivo, misturando calouros, atrações musicais, humor e interação com a plateia. Ficou famoso por usar uma buzina para eliminar participantes e por distribuir bacalhau e frutas aos espectadores — gestos que viraram sua marca registrada. Apresentou programas na Tupi, Excelsior, Record, Bandeirantes e principalmente na TV Globo, onde comandou o Cassino do Chacrinha (1982–1988).
Legado e impacto
Seu estilo irreverente influenciou gerações de apresentadores e humoristas. Chacrinha lançou artistas como Roberto Carlos, Celly Campello e Raul Seixas, e inspirou o movimento Tropicalista — Gilberto Gil o apelidou de “Velho Guerreiro”. Em 1987, foi homenageado pela escola de samba Império Serrano. Sua vida foi retratada no filme Chacrinha: O Velho Guerreiro (2018), dirigido por Andrucha Waddington.
Vida pessoal
Casado com Florinda Barbosa, teve três filhos, entre eles o diretor Leleco Barbosa. Era torcedor apaixonado do Club de Regatas Vasco da Gama, que batizou seu estúdio de gravação em sua homenagem.
