Almir Guineto (1946–2017) foi cantor, compositor e instrumentista brasileiro, um dos maiores nomes do samba de raiz e do pagode carioca. Fundador do grupo Fundo de Quintal, ele é reconhecido por introduzir o banjo com braço de cavaquinho no samba e por canções que se tornaram clássicos do gênero.
Origem e formação
Nascido e criado no Morro do Salgueiro, Tijuca, Almir cresceu em um ambiente musical. Seu pai, Iraci de Souza Serra, era violonista, e a mãe, Nair de Souza (“Dona Fia”), atuava na escola de samba Acadêmicos do Salgueiro. Antes da fama, foi mestre de bateria da agremiação e participou do bloco Cacique de Ramos, núcleo formador do pagode moderno.
Inovação e carreira
Nos anos 1970, Guineto introduziu o banjo adaptado com braço de cavaquinho, ampliando o alcance sonoro nas rodas de samba. Tocou com Os Originais do Samba e, no início da década de 1980, ajudou a criar o Fundo de Quintal ao lado de Jorge Aragão, Bira, Neoci, Sereno, Sombrinha e Ubirany. Após o primeiro LP, partiu para carreira solo, tornando-se conhecido como “Rei do Pagode”.
Composições e sucessos
Autor de clássicos como “Caxambu”, “Conselho”, “Mel na Boca” e “Coisinha do Pai” (com Jorge Aragão e Luiz Carlos), Almir teve músicas gravadas por artistas como Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Alcione e Jovelina Pérola Negra. Sua obra une humor, lirismo e crítica social, consolidando-o como um mestre do partido-alto.
Legado e reconhecimento
Com 13 álbuns lançados, Guineto foi referência fundamental para gerações de sambistas e rappers. Seu estilo espontâneo e inovador ajudou a redefinir o pagode carioca e perpetuou o samba de raiz nas rádios e rodas do país. Faleceu aos 70 anos, vítima de complicações renais e diabetes, sendo sepultado no Cemitério de Inhaúma.
