Antônio Carlos Peixoto de Magalhães (1927–2007) foi um médico e político brasileiro, três vezes governador da Bahia e senador da República por três mandatos. Figura central da política nacional entre as décadas de 1970 e 2000, exerceu forte influência regional e federal, tornando-se um dos mais poderosos líderes políticos do Nordeste.
Trajetória política
ACM iniciou-se na política pela União Democrática Nacional, elegendo-se deputado estadual em 1954 e federal em 1958. Durante o regime militar, foi prefeito nomeado de Salvador e governador biônico da Bahia. Em 1975, presidiu a Eletrobras, impulsionando a eletrificação e a industrialização baiana, incluindo o polo petroquímico de Camaçari.
Com a redemocratização, foi um dos fundadores do Partido da Frente Liberal e ministro das Comunicações do governo José Sarney, período em que consolidou poder político ao conceder concessões de rádio e TV.
Influência e “carlismo”
Liderou por mais de 40 anos o chamado carlismo, grupo político que combinava modernização administrativa, clientelismo e forte controle midiático. ACM sustentou governos federais de diferentes matizes — de Tancredo Neves a Fernando Henrique Cardoso — mantendo influência nacional. Era conhecido pelo estilo autoritário e pragmático, apelidado de “Toninho Malvadeza” por adversários .
Controvérsias e legado
Renunciou ao Senado em 2001 após o escândalo da violação do painel eletrônico, mas retornou eleito em 2002. Mesmo polêmico, foi reconhecido por obras estruturantes na Bahia e pela habilidade de articulação política. Sua morte em 2007 marcou o declínio do carlismo, embora o legado tenha sido retomado pelo neto Antônio Carlos Magalhães Neto .
