Música

Arlindo Cruz

Arlindo Domingos da Cruz Filho (1958–2025) foi cantor, compositor e multi-instrumentista brasileiro, reconhecido como um dos maiores nomes do samba carioca e referência central do pagode moderno. Sua carreira marcou gerações, unindo tradição e inovação no gênero, e deixou mais de 500 canções gravadas.

Trajetória e formação

Criado em Madureira, bairro símbolo do samba, Arlindo começou a tocar cavaquinho ainda criança, influenciado pelo pai e pela vida nas rodas de samba. Frequentador do Cacique de Ramos, conheceu parceiros como Zeca Pagodinho, Almir Guineto e Jorge Aragão. Em 1981, entrou para o lendário grupo Fundo de Quintal, com o qual modernizou o samba de raiz e popularizou o pagode .

Carreira solo e legado musical

Após deixar o Fundo de Quintal em 1993, lançou uma prolífica carreira solo, firmando parceria duradoura com Sombrinha. Entre seus sucessos estão “O Show Tem Que Continuar”, “Meu Lugar”, “O Bem” e “Camarão que Dorme a Onda Leva”. Seu DVD MTV Ao Vivo (2009) reuniu grandes nomes do samba e projetou sua obra para novas gerações .

Fé, estilo e influência

Devoto do candomblé, Arlindo sempre defendeu o respeito à diversidade religiosa e cultural. Sua obra reflete a vida do subúrbio carioca, celebrando o amor, a fé e a resistência. Foi autor de sambas-enredo marcantes para escolas como o Império Serrano, que o homenageou no Carnaval de 2023 .

Últimos anos e despedida

Após sofrer um AVC hemorrágico em 2017, o artista afastou-se dos palcos, convivendo com sequelas até sua morte em 2025, aos 66 anos, em decorrência de complicações de saúde. Foi velado na quadra do Império Serrano e sepultado no Rio de Janeiro sob homenagens de familiares, sambistas e admiradores . Seu legado permanece vivo como símbolo de generosidade, talento e da alma do samba brasileiro.

Biografia compilada pelo Mofolândia.

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