Artur da Costa e Silva (1899–1969) foi um militar e político brasileiro, o 27º presidente do Brasil e o segundo governante do regime instaurado após o golpe militar de 1964. Seu governo (1967–1969) marcou uma fase de radicalização autoritária, culminando na decretação do Ato Institucional Nº 5 (AI-5), que suspendeu liberdades civis e fortaleceu o poder do Executivo.
Carreira militar e ascensão política
Costa e Silva iniciou-se na carreira militar ainda jovem, participando do movimento tenentista de 1922. Ao longo das décadas seguintes, comandou diversas unidades do Exército e foi adido militar na Argentina. Em 1964, desempenhou papel central no golpe que depôs o presidente João Goulart, sendo nomeado ministro da Guerra pelo marechal Humberto de Alencar Castelo Branco. Em 1966, foi eleito indiretamente presidente pelo Congresso Nacional sob forte influência dos militares.
Governo e o AI-5
Seu governo procurou consolidar o regime autoritário. Diante da crescente oposição — especialmente estudantil e intelectual —, decretou o AI-5 em dezembro de 1968. O ato concedeu poderes absolutos ao presidente, autorizando o fechamento do Congresso, cassações e censura prévia à imprensa. Essa medida inaugurou a fase mais repressiva da ditadura militar, com prisões, torturas e perseguições políticas.
Saúde e sucessão
Em agosto de 1969, Costa e Silva sofreu uma trombose cerebral que o incapacitou. Em vez de empossar o vice-presidente Pedro Aleixo, as Forças Armadas instituíram uma junta militar para governar o país até a escolha de Emílio Garrastazu Médici. Costa e Silva faleceu em dezembro do mesmo ano, no Palácio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro.
Legado
Conhecido como o “General do AI-5”, Costa e Silva simboliza o endurecimento do regime militar e a supressão das liberdades democráticas. Seu governo é lembrado como um dos períodos mais repressivos da história política brasileira.
