Artur da Távola (nascido Paulo Alberto Moretzsohn Monteiro de Barros; 1936–2008) foi um jornalista, político, escritor e crítico musical brasileiro. Conhecido por sua atuação intelectual e parlamentar, destacou-se pela defesa da cultura, da ética na política e pela popularização da música clássica.
Carreira política e jornalística
Artur da Távola iniciou sua trajetória na imprensa, escrevendo para veículos como Última Hora e Correio da Manhã. Após o golpe de 1964, teve os direitos políticos cassados e passou a atuar como professor e ensaísta. Com a redemocratização, elegeu-se deputado federal constituinte em 1986 e, depois, senador pelo Rio de Janeiro. No Senado, foi líder do governo Fernando Henrique Cardoso entre 2001 e 2003, defendendo pautas voltadas à educação e cultura.
Contribuição cultural e midiática
Além da vida política, foi um destacado comunicador cultural. Na TV Senado, criou e apresentou o programa “Quem tem medo de música clássica?”, dedicado à divulgação acessível da música erudita. Como ensaísta e crítico, publicou livros sobre comportamento, ética e arte, buscando aproximar o público do pensamento humanista.
Legado
Artur da Távola é lembrado por sua eloquência, erudição e compromisso com a integridade pública. Sua atuação inspirou instituições culturais e educacionais que hoje levam seu nome, como a Vila Olímpica Artur da Távola, no Rio de Janeiro, dedicada à promoção do esporte e da convivência comunitária.
