Personalidades

Cacá Diegues

Carlos José Fontes Diegues (1940–2025) foi um dos mais influentes cineastas brasileiros, cofundador do movimento Cinema Novo e imortal da Academia Brasileira de Letras. Sua obra mesclou crítica social, lirismo e humor, retratando a diversidade cultural e política do Brasil em mais de 20 longas-metragens.

Formação e início de carreira

Filho de um antropólogo e de uma fazendeira, Diegues mudou-se para o Rio de Janeiro aos seis anos. Enquanto cursava Direito na PUC-Rio, fundou um cineclube e iniciou-se no cinema amador. No início dos anos 1960, participou de Cinco Vezes Favela e dirigiu o curta Domingo (1961), precursores do Cinema Novo, inspirado pelo neorrealismo italiano e pela Nouvelle Vague.

Cinema Novo e exílio

Nos anos 1960, uniu-se a Glauber Rocha, Leon Hirszman e outros na fundação do Cinema Novo, que buscava representar o povo e as desigualdades sociais. Após o AI-5 (1968), exilou-se na França e Itália com a cantora Nara Leão.

Consolidação e reconhecimento internacional

De volta ao Brasil, firmou-se com produções populares e premiadas como Xica da Silva e Bye Bye Brasil. Em Cannes, foi diversas vezes selecionado e chegou a presidir o júri da Caméra d'Or em 2012. Seus filmes combinaram entretenimento e reflexão política, abordando temas de identidade, religiosidade e transformação social.

Legado e últimos anos

Eleito para a cadeira nº 7 da ABL em 2018, sucedendo Nelson Pereira dos Santos, Diegues manteve-se ativo até o fim, concluindo a sequência Deus ainda é Brasileiro, em pós-produção à época de sua morte. Seu legado simboliza o compromisso do cinema nacional com a crítica e a poesia social.

Biografia compilada pelo Mofolândia.

Comentários

Participe! Deixe sua lembrança ou opinião.

Carregando comentários…

Deixe seu comentário