Carlos Castello Branco (1920–1993) foi um dos mais influentes jornalistas e cronistas políticos do Brasil no século XX. Conhecido como “Castelinho”, destacou-se pela coluna política diária “Coluna do Castello”, publicada por mais de três décadas no Jornal do Brasil, onde interpretava os bastidores do poder com precisão e sob censura.
Trajetória profissional
Castello Branco iniciou-se no jornalismo ainda adolescente, fundando o periódico A Mocidade. Trabalhou em O Estado de Minas, O Cruzeiro, Diário Carioca e Tribuna da Imprensa. A partir de 1961, integrou o Jornal do Brasil, chefiando sua sucursal de Brasília e depois assumindo a “Coluna do Castello”, referência obrigatória para quem buscava compreender a política nacional.
Estilo e relevância
Durante o regime militar (1964–1985), manteve postura independente e analítica. Suas colunas, escritas com ironia contida e rigor informativo, tornaram-se leitura indispensável mesmo para os próprios governantes. Costumava afirmar que oferecia “matéria-prima para os cientistas políticos examinarem”. Sua linguagem cuidadosa e sua memória prodigiosa renderam-lhe reputação de cronista da história política brasileira.
Legado e homenagens
Além de livros como Introdução à Revolução de 1964 e Os Militares no Poder, Castello Branco influenciou gerações de jornalistas pela ética e clareza. Seu nome batiza a Sala de Imprensa do Tribunal Superior Eleitoral e centros de imprensa em Brasília. Em 2020, seu centenário foi amplamente celebrado, consolidando-o como símbolo do jornalismo político brasileiro.
