Carlos Eduardo da Corte Imperial (1935–1992) foi um humorista, apresentador, produtor e compositor brasileiro, figura polêmica e multifacetada do entretenimento nacional. Destacou-se na televisão e na música, exercendo influência decisiva sobre a cultura pop e a cena musical da segunda metade do século XX.
Carreira e influência
Atuou como um dos principais impulsionadores do rock brasileiro e da Jovem Guarda, revelando talentos como Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Tim Maia e Wilson Simonal. Na TV, apresentou programas como Clube do Rock e construiu uma imagem provocadora e irreverente, que mesclava humor, ousadia e autopromoção. Como compositor, assinou sucessos duradouros como “Nem Vem Que Não Tem”, “Vem Quente Que Eu Estou Fervendo”, “A Praça” e “Mamãe Passou Açúcar em Mim”.
Cinema e televisão
No cinema, dirigiu e roteirizou filmes de comédia e chanchadas eróticas, entre eles O Sexo das Bonecas (1974) e O Esquadrão da Morte (1975). Também atuou como ator em dezenas de produções entre os anos 1950 e 1980, frequentemente interpretando personagens caricatos ou autossatíricos. Seu estilo desbocado e teatral ajudou a consolidar a figura do “showman” brasileiro.
Vida pública e legado
Imperial elegeu-se vereador no Rio de Janeiro em 1982 com uma campanha de humor e populismo, marcada pelo slogan “Vai dar zebra”. Famoso por sua personalidade extravagante e polêmica, tornou-se um ícone da mistura entre cultura popular, mídia e política. O documentário Eu Sou Carlos Imperial revisitou sua trajetória, ressaltando tanto sua genialidade criativa quanto seu comportamento controverso.
