Política

Carlota Pereira de Queirós

Carlota Pereira de Queirós (1892–1982) foi médica, educadora, escritora e política brasileira. Tornou-se a primeira mulher a votar e a ser eleita deputada federal no Brasil e na América Latina, em 1933, representando São Paulo. Sua atuação parlamentar destacou-se pela defesa dos direitos das mulheres, das crianças e pela promoção da educação e da assistência social.

Formação e carreira médica

Formou-se em Medicina em 1926 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, com a tese Estudos sobre o câncer, premiada com o Prêmio Miguel Couto. Atuou na área de pediatria e hematologia e integrou instituições científicas como a Academia Nacional de Medicina e a Association Française pour l’Étude du Cancer. Fundou, em 1950, a Academia Brasileira de Mulheres Médicas.

Participação política e pioneirismo

Carlota ganhou notoriedade ao organizar, durante a Revolução Constitucionalista de 1932, um grupo de 700 mulheres para auxiliar feridos em combate. Eleita deputada constituinte em 1933, foi a única mulher entre 254 parlamentares a assinar a Constituição de 1934. Seu mandato concentrou-se em projetos voltados à assistência social e à educação. Permaneceu na Câmara até o fechamento do Congresso pelo Estado Novo, em 1937.

Pensamento e legado

Embora não se definisse como feminista, defendia a presença feminina na vida pública e a igualdade de oportunidades educacionais. Recebeu críticas de contemporâneas, como Bertha Lutz, por sua postura mais conservadora em relação às pautas de gênero. Ainda assim, consolidou-se como símbolo do ingresso das mulheres na política nacional.

Homenagens

Seu nome batiza ruas, escolas e o Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós, instituído pela Câmara dos Deputados em 2003 para reconhecer mulheres que promovem a cidadania e os direitos das mulheres.

Biografia compilada pelo Mofolândia.

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