Cauby Peixoto (Cauby Peixoto Barros, 1931–2016) foi um cantor brasileiro consagrado como uma das vozes mais marcantes da música popular do país. Ícone da Era de Ouro do rádio, tornou-se símbolo de elegância, exuberância e técnica vocal refinada, mantendo uma carreira ativa por quase sete décadas.
Primeiros anos e ascensão
Filho de músicos, Cauby iniciou a carreira em 1949 em programas de calouros e gravou o primeiro disco em 1951 com “Saia Branca”. Em 1954, lançou-se nacionalmente pela Rádio Nacional com o empresário Di Veras, que o transformou em um fenômeno popular. A gravação de “Blue Gardênia” projetou seu nome, e dois anos depois “Conceição” tornou-se um dos maiores sucessos da história do rádio brasileiro.
Estilo e impacto
Dono de voz grave e aveludada, influenciado por Nat King Cole e Orlando Silva, Cauby destacava-se pela precisão técnica e dramatismo interpretativo. Sua imagem glamourosa e andrógina desafiou padrões e marcou a cultura popular. Foi chamado pela imprensa internacional de “Elvis Presley brasileiro” e aclamado pela crítica como um cantor “tecnicamente perfeito”.
Carreira internacional e colaborações
Entre as décadas de 1950 e 1970, realizou turnês nos Estados Unidos e na Itália, onde venceu o Festival de Sanremo com “Zíngara”. Gravou em inglês sob o nome artístico Ron Coby e apareceu em mais de dez filmes musicais. Nos anos 1980, revitalizou a carreira com o LP “Cauby! Cauby!”, com canções de Caetano Veloso, Chico Buarque, Tom Jobim e Roberto Carlos.
Parcerias e legado
Sua amizade e parceria com Ângela Maria rendeu discos, turnês e o show “120 Anos de Música”, pouco antes de sua morte. Reconhecido como “Professor da MPB”, Cauby foi homenageado em 2024 como Patrimônio Cultural Carioca. Seu repertório variado — de sambas-canção a standards internacionais — e sua longevidade artística consolidaram-no como uma das vozes definitivas do Brasil.
