Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho (1931–2012), conhecido como Chico Anysio, foi um humorista, ator, roteirista, escritor e pintor brasileiro. Considerado um dos maiores nomes do humor nacional, criou mais de 200 personagens, que marcaram gerações e definiram o formato da comédia televisiva no Brasil.
Início e formação artística
Chico começou no rádio em 1947, após ser aprovado em um teste na Rádio Guanabara, ficando atrás apenas de Silvio Santos. Ganhou destaque nas rádios Mayrink Veiga e Nacional com imitações e roteiros humorísticos, migrando para a televisão na década de 1950. Sua estreia como roteirista e ator no cinema ocorreu em O Primo do Cangaceiro (1955).
Sucesso na televisão
Em 1969, ingressou na TV Globo, onde consolidou sua carreira com programas como Chico Anysio Show, Chico City e Chico Total. Sua criação mais duradoura, Escolinha do Professor Raimundo, tornou-se fenômeno de audiência e referência cultural. Entre seus personagens mais icônicos estão Professor Raimundo, Alberto Roberto, Bento Carneiro, Justo Veríssimo, Coalhada e Bozó.
Outras atividades e estilo
Além da televisão, atuou no cinema (Tieta do Agreste, Se Eu Fosse Você 2), escreveu livros de humor e roteiros, compôs músicas — como no projeto Baiano e os Novos Caetanos com Arnaud Rodrigues — e produziu obras plásticas. Era conhecido por um humor crítico, que explorava tipos sociais e políticos com ironia e empatia.
Vida pessoal e legado
Casou-se seis vezes, incluindo união com a ex-ministra da Fazenda Zélia Cardoso de Mello, e foi pai de uma família de artistas. Faleceu em 2012 por complicações pulmonares. Sua trajetória é lembrada como a de um criador incansável e pilar do humor televisivo brasileiro, homenageado em 2025 na série documental Chico Anysio – Um Homem à Procura de um Personagem, dirigida por seu filho Bruno Mazzeo.
