Cid Moreira (1927–2024) foi um jornalista, locutor e apresentador brasileiro, amplamente reconhecido como uma das vozes mais marcantes da televisão no país. Tornou-se símbolo do telejornalismo nacional ao comandar o Jornal Nacional por quase três décadas, além de destacar-se por suas narrações bíblicas e participações em programas icônicos.
Início da carreira
Cid Moreira iniciou-se no rádio em 1944, na Rádio Difusora de Taubaté, depois de formação em Contabilidade. Seu timbre grave logo o destacou, levando-o às rádios Bandeirantes e Mayrink Veiga, onde ganhou projeção nacional. A transição para a televisão ocorreu nos anos 1950, com participações em emissoras como TV Rio e TV Excelsior.
Consagração no telejornalismo
Em 1969, foi escolhido pela Rede Globo para ser o primeiro âncora do recém-lançado Jornal Nacional, ao lado de Hilton Gomes e, depois, Sérgio Chapelin. Moreira apresentou cerca de 8 mil edições até 1996, tornando-se um ícone do jornalismo televisivo. Seu bordão “Boa noite” tornou-se uma marca cultural do país.
Narrações e legado
Após deixar a bancada, dedicou-se a projetos de narração de textos bíblicos, vendendo milhões de cópias e aproximando sua imagem ao público cristão. Também participou de quadros populares do programa Fantástico, como o “Mister M”. A CNN Brasil descreveu sua voz como “a mais famosa do Brasil”, símbolo de credibilidade e emoção.
Vida pessoal e últimos anos
Cid foi casado quatro vezes, encerrando a vida ao lado da jornalista Fátima Sampaio, com quem viveu por mais de duas décadas. Pai de três filhos, teve relações familiares marcadas por distanciamentos e disputas judiciais. Mesmo aos 97 anos, mantinha presença ativa nas redes sociais, com mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram. Morreu em Petrópolis devido a falência múltipla dos órgãos, após complicações de pneumonia.
