Ciro Pessoa Mendes Corrêa (1957–2020) foi um cantor, compositor, jornalista e poeta brasileiro. Cofundador da banda Titãs, destacou-se na cena do rock nacional dos anos 1980 e, mais tarde, com o grupo pós-punk Cabine C. Também atuou como escritor e seguidor do budismo Vajrayana, adotando o nome Dharma Tenzin Chöpel.
Início e carreira nos Titãs
Pessoa estudou no Colégio Equipe, onde conheceu futuros integrantes dos Titãs, como Arnaldo Antunes, Paulo Miklos e Nando Reis. Foi um dos articuladores da formação inicial do grupo em 1982, contribuindo como letrista de clássicos como “Sonífera Ilha” e “Homem Primata”. Deixou a banda antes do lançamento do álbum de estreia, mas sua participação ajudou a moldar a identidade criativa do conjunto.
Cabine C e projetos posteriores
Em 1984, fundou a Cabine C com Wania Forghieri e Edgard Scandurra, lançando o disco Fósforos de Oxford (1986), cultuado por sua sonoridade gótica e experimental. Nos anos 1990, liderou o projeto Ciro Pessoa e Seu Pessoal e colaborou com bandas como Ira!. Sua estreia solo ocorreu em 2003 com No Meio da Chuva Eu Grito Help, seguida por Em Dia com a Rebeldia (2010).
Outras atividades
Pessoa também escreveu para revistas como Playboy, Folha de S.Paulo e Superinteressante, vencendo o Prêmio Abril de Jornalismo por crônicas de viagem. Sua escrita misturava filosofia, poesia e espiritualidade.
Vida pessoal e morte
Convertido ao budismo tibetano nos anos 1990, passou a assinar como Tenzin Chöpel. Morreu aos 62 anos em 2020, vítima de complicações da Covid-19 enquanto tratava um câncer. Amigos e ex-colegas dos Titãs prestaram-lhe homenagens destacando seu papel como poeta e idealizador do grupo.
