Consuelo Leandro (1932–1999), nome artístico de Maria Consuelo da Costa Ortiz Nogueira, foi uma atriz e humorista brasileira. Reconhecida por sua presença marcante na televisão, rádio e cinema, destacou-se como uma das figuras femininas mais cômicas do entretenimento nacional entre as décadas de 1950 e 1990.
Início e trajetória artística
Consuelo iniciou sua carreira como vedete aos 17 anos, após deixar Lorena rumo ao Rio de Janeiro. Estudou dança no Teatro Municipal e estreou nos palcos em 1953 com a peça Carrossel de Mulheres, da Companhia Zico Ribeiro. No rádio, ganhou fama nacional no programa Balança Mas Não Cai, da Rádio Nacional, sucesso que impulsionou sua transição para o cinema e a televisão.
Cinema e televisão
Entre os anos 1950 e 1990, participou de mais de 30 produções audiovisuais. No cinema, brilhou em títulos como O Petróleo é Nosso (1954), Mulheres à Vista (1959), O Bem Dotado – O Homem de Itu (1978) e O Escorpião Escarlate (1990). Na TV, ficou consagrada por papéis cômicos em programas como Cambalacho, A Praça é Nossa, A Escolinha do Golias e Veja o Gordo.
Estilo e legado
Dona de humor debochado, gestual expressivo e riso contagiante, Consuelo ajudou a consolidar o espaço das mulheres no humor televisivo brasileiro. Tornou-se símbolo de irreverência e talento no gênero. Faleceu em 1999, vítima de câncer de bexiga, após mais de quatro décadas de carreira.
