Cyll Farney (nome artístico de Cilênio Dutra e Silva, 1925–2003) foi um ator, produtor e diretor brasileiro, lembrado como um dos galãs mais populares do cinema nacional durante a era das “chanchadas” dos estúdios Atlântida Cinematográfica. Seu carisma e presença constante nas telas marcaram o auge do entretenimento popular brasileiro entre as décadas de 1950 e 1960.
Carreira e estilo
Farney iniciou no cinema em A Escrava Isaura (1949) e logo se consolidou como o “mocinho bonito” das comédias musicais e românticas. Tornou-se um dos principais rostos da Atlântida Cinematográfica, atuando em sucessos como Carnaval Atlântida, O Homem do Sputnik e De Vento em Popa, ao lado de nomes como Oscarito, Grande Otelo e Eliana. Seu tipo galante, de fala suave e aparência sofisticada, refletia o ideal masculino das produções populares da época.
Produção e direção
Além da atuação, Farney produziu e dirigiu filmes como Lana, Rainha das Amazonas (1964) e Manaus: Glória de uma Época (1963). Em 1981, fundou a produtora Tycoon, que cedeu estúdios à Rede Globo antes da criação dos Estúdios Globo. Sua empresa também realizou documentários sobre grandes nomes da música brasileira, preservando a memória artística nacional.
Legado
Considerado o “eterno galã da Atlântida”, Cyll Farney ajudou a moldar o imaginário do cinema popular brasileiro. Mesmo após sua aposentadoria, manteve-se ligado à produção audiovisual e foi homenageado em 1975 no documentário Assim Era a Atlântida. Sua última aparição na TV ocorreu na minissérie Hilda Furacão (1998).
Veja também: Atlântida Cinematográfica · O Homem do Sputnik · Dick Farney · Hilda Furacão
