Dina Sfat (1938–1989) foi uma atriz brasileira de origem judaica, nascida em São Paulo. Reconhecida pela versatilidade e intensidade dramática, destacou-se no cinema e na televisão das décadas de 1960 a 1980, tornando-se uma das intérpretes mais respeitadas da dramaturgia nacional.
Carreira e reconhecimento
Dina Sfat iniciou-se no teatro e estreou no cinema em O Corpo Ardente (1966). Ganhou destaque com Três Histórias de Amor, sendo premiada como revelação no Festival de Cabo Frio. Sua atuação em Os Deuses e os Mortos lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Brasília, reconhecimento repetido em O Homem do Pau-Brasil, desta vez como coadjuvante. Foi também agraciada com o Prêmio Air France por A Culpa.
Televisão e papéis marcantes
Estreou na TV em Ciúme (1966, Rede Tupi), mas sua consagração veio nos anos 1970, com papéis memoráveis em novelas como Fogo sobre Terra, Saramandaia, Os Gigantes e Selva de Pedra. Por essas atuações, foi eleita três vezes Melhor Atriz pelo Troféu Imprensa e recebeu o Prêmio APCA por Selva de Pedra.
Legado
Dina Sfat morreu de câncer de mama aos 50 anos. Sua trajetória, marcada por engajamento político e talento expressivo, inspirou a criação do Prêmio Dina Sfat em 2009, instituído pela atriz Ítala Nandi para homenagear intérpretes que reúnem arte, maternidade e compromisso social.
