Dirceu José Guimarães (1952–1995) foi um meio-campista brasileiro que se destacou pela técnica refinada e pela intensidade em campo. Revelado pelo Coritiba, construiu carreira internacional e tornou-se um dos nomes mais lembrados da Seleção Brasileira nas Copas das décadas de 1970 e 1980. Morreu tragicamente em um acidente de carro no Rio de Janeiro.
Carreira e clubes
Dirceu começou no Coritiba, onde chamou atenção pela força física e visão de jogo. Transferiu-se para o Botafogo em 1973 e jogou ainda por Fluminense e Vasco antes de atuar no exterior. Passou pelo Atlético de Madrid, entre 1979 e 1982, e depois construiu longa trajetória na Itália — jogando por Hellas Verona, Napoli, Ascoli, Como e Avellino — até encerrar a carreira no México.
Seleção Brasileira
Disputou três Copas do Mundo (1974, 1978 e 1982). Seu auge foi no Mundial de 1978, na Argentina, quando marcou três gols e foi eleito o terceiro melhor jogador do torneio, atrás de Mario Kempes e Paolo Rossi. Também representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Munique em 1972.
Estilo e legado
Apelidado de “Formiguinha” pela incansável movimentação, Dirceu era conhecido pela precisão nas cobranças de falta e pela disciplina — nunca foi expulso em 25 anos de carreira. Idolatrado por torcedores italianos, chegou a ter um estádio em Ebolitana nomeado em sua homenagem. Continua lembrado como um dos maiores jogadores paranaenses de todos os tempos.
Morte e homenagens
Em 1995, pouco após retornar ao Brasil, Dirceu morreu aos 43 anos em um acidente causado por um racha na Barra da Tijuca. Sua morte comoveu o futebol brasileiro e deixou legado de talento, profissionalismo e respeito dentro e fora de campo.
