Éder Jofre (1936–2022) foi um boxeador brasileiro amplamente reconhecido como o maior pugilista do país e um dos melhores pesos-galos da história. Conhecido como “Galinho de Ouro”, foi campeão mundial em duas categorias e o único brasileiro incluído no Hall da Fama Internacional do Boxe.
Início e ascensão
Filho do pugilista e treinador argentino José Aristides “Kid” Jofre, Éder começou a lutar em torneios amadores nos anos 1950. Representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Melbourne (1956) antes de estrear como profissional em 1957. Três anos depois, conquistou o título mundial peso-galo da National Boxing Association ao nocautear o mexicano Eloy Sánchez em Los Angeles .
Domínio e títulos mundiais
Durante a década de 1960, Jofre defendeu com sucesso seus cinturões da WBA e WBC, mantendo-se invicto por 50 lutas. Em 1965, perdeu o título para o japonês Masahiko “Fighting” Harada em decisão dividida, resultado ainda contestado por especialistas. Após breve afastamento, retornou nos anos 1970 e, em 1973, tornou-se campeão mundial peso-pena ao derrotar José Legrá em Brasília .
Estilo e legado
Conhecido por técnica refinada, resistência e poder de nocaute, Jofre jamais foi derrubado em combate profissional. A revista The Ring o elegeu o 19º melhor boxeador do século XX e, em 2014, o Conselho Mundial de Boxe o proclamou o maior peso-galo da história.
Vida após os ringues
Após se aposentar definitivamente em 1976, Jofre tornou-se vereador em São Paulo por três mandatos (1986–2000), defendendo políticas públicas para o esporte e a saúde. Sua trajetória inspirou o filme “10 Segundos para Vencer” (2018), que dramatiza sua relação com o pai e o caminho até a consagração mundial .
Falecimento e homenagens
Éder Jofre faleceu aos 86 anos em 2022, vítima de complicações de uma pneumonia. É lembrado como um símbolo de disciplina e humildade, e sua carreira permanece como referência para o boxe brasileiro e mundial .
