Emilinha Borba (1923–2005) foi uma cantora e atriz brasileira, uma das figuras centrais da Era de Ouro do Rádio. Conhecida como “Rainha do Rádio” e “Favorita da Marinha”, destacou-se por sua voz vibrante e carisma popular, tornando-se ícone da cultura nacional e do carnaval carioca.
Início e ascensão no rádio
Nascida no bairro da Mangueira, Emilinha começou ainda menina em programas de calouros da Rádio Cruzeiro do Sul e foi apadrinhada por Carmen Miranda para atuar como crooner no Cassino da Urca. Em 1943, ingressou na Rádio Nacional, onde permaneceu por 27 anos, consolidando-se como uma das intérpretes mais populares do país. Durante 19 anos consecutivos, foi a campeã de correspondência de fãs da emissora .
Sucessos e repertório
Com voz versátil, gravou sambas, marchas e boleros que marcaram época. Entre seus maiores sucessos estão “Chiquita Bacana”, “Tomara Que Chova”, “Se Queres Saber”, “Dez Anos” e “Marcha do Remador”. Foi também pioneira ao lançar temas de radionovela e samba-enredo em gravação comercial, além de participar de mais de 30 filmes musicais .
Popularidade e legado
Emilinha Borba tornou-se símbolo da cultura radiofônica brasileira, representando a ligação emocional entre público e artista. Sua rivalidade amistosa com a cantora Marlene marcou o imaginário popular e fomentou o fanatismo dos ouvintes nos anos 1950. Recebeu inúmeras honrarias e manteve relação estreita com a Marinha do Brasil, que ainda hoje celebra sua memória .
Últimos anos e homenagens
Mesmo após perder parte da voz por problemas nas cordas vocais, continuou a se apresentar e gravar, lançando em 2003 o álbum Emilinha Pinta e Borba. Faleceu aos 82 anos, deixando uma legião de admiradores e o primeiro fã-clube oficial de um artista no Brasil. Em 2023, seu centenário foi amplamente celebrado com programas, musicais e exposições que reafirmaram seu título eterno de “Rainha do Rádio” .
