Francisco Cuoco (1933–2025) foi um ator brasileiro consagrado, reconhecido como um dos maiores galãs e protagonistas da história da teledramaturgia nacional. Com mais de seis décadas de carreira, destacou-se em novelas marcantes da TV Globo e tornou-se símbolo de elegância e versatilidade na atuação.
Início e ascensão
Formado pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo, Cuoco iniciou sua trajetória no teatro, integrando o Teatro Brasileiro de Comédia e o Teatro dos Sete. Sua estreia televisiva ocorreu na década de 1950 no Grande Teatro Tupi, passando depois por emissoras como TV Excelsior e TV Record. A consagração veio nos anos 1970, já na TV Globo, com o papel de Cristiano Vilhena em Selva de Pedra (1972).
Papéis marcantes e legado
Entre seus personagens mais emblemáticos estão Carlão, de Pecado Capital (1975), e Herculano Quintanilha, de O Astro (1977), ambos escritos por Janete Clair. Participou ainda de sucessos como O Outro (1987), O Salvador da Pátria (1989), El Clon (2001), Sol Nascente (2016) e Segundo Sol (2018). Atuou também em filmes como Traição (1998), Gêmeas (1999) e Cafundó (2005).
Reconhecimento e últimos anos
Ao longo da carreira, recebeu prêmios como o Troféu Imprensa, o Arte Qualidade Brasil e o Troféu Mário Lago (2018). Em 2025, pouco antes de sua morte, foi homenageado pela TV Globo no especial Tributo, celebrado por colegas como Walcyr Carrasco e Miguel Falabella. Ícone de várias gerações, Francisco Cuoco consolidou-se como um dos maiores intérpretes da televisão brasileira, reverenciado por sua elegância, generosidade artística e impacto duradouro na cultura popular.
