Genival Lacerda (1931–2021) foi um cantor, compositor e instrumentista brasileiro, ícone do forró e símbolo da cultura popular nordestina. Reconhecido por seu humor e irreverência, tornou-se uma figura carismática da música brasileira, com sucessos que marcaram gerações.
Início e ascensão
Genival começou a carreira na década de 1950, inicialmente como radialista em Recife, onde gravou seu primeiro disco em 1956 com a faixa “Coco de 56”. Incentivado pelo concunhado Jackson do Pandeiro, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1964, integrando o cenário forrozeiro e convivendo com nomes como Luiz Gonzaga e Dominguinhos.
Sucesso nacional
O reconhecimento veio em 1975 com “Severina Xique-Xique”, composta com João Gonçalves. O refrão “ele tá de olho é na butique dela” tornou-se uma das frases mais populares da música nordestina. Outros hits como “Radinho de Pilha”, “De Quem É Esse Jegue?” e “Mate o Véio” consolidaram seu estilo irreverente, marcado por letras de duplo sentido — o chamado “forró escrachado” ou “pornoxote” .
Legado e reconhecimento
Ao longo de mais de seis décadas, Genival gravou cerca de 70 discos e se apresentou por todo o país. Recebeu em 2017 a Ordem do Mérito Cultural pelo governo brasileiro, em homenagem à sua contribuição à música e à identidade nordestina .
Falecimento e homenagem
Lacerda faleceu em 2021, aos 89 anos, vítima de complicações da Covid-19, após internação em Recife. Seu legado permanece como referência de alegria, criatividade e valorização das raízes culturais do Nordeste .
