Hélio Souto (1929–2001) foi um ator, diretor e produtor brasileiro de cinema e televisão, considerado um dos grandes galãs da era clássica da TV nacional. Atuou em mais de cinco décadas de produções, tornando-se presença marcante nas emissoras pioneiras e em sucessos das décadas de 1960 a 1990.
Início e ascensão
Nascido no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro, Hélio Souto iniciou-se no cinema ainda jovem, em “Garota Mineira” (1949), e consolidou-se nos anos 1950 com papéis em filmes como O Comprador de Fazendas (1951) e Destino em Apuros (1953), o primeiro longa colorido do Brasil. Foi um dos fundadores da TV Record em 1953 e rapidamente ganhou fama nas TVs Tupi e Excelsior, onde conquistou o público em novelas como A Moça que Veio de Longe (1964).
Galã e versatilidade
Conhecido como o “galã vitamina” por seu porte atlético e carisma, Souto adaptou-se às mudanças do audiovisual. Manteve o status de astro maduro em produções de humor e nas pornochanchadas dos anos 1970 e 1980, como Viúvas Precisam de Consolo (1979). Na televisão, destacou-se em sucessos da Rede Globo como Guerra dos Sexos (1983) e Brega & Chique (1987), além de A História de Ana Raio e Zé Trovão (1990) e Memorial de Maria Moura (1994).
Direção e legado
Como diretor, assinou o longa policial Conceição (1960) e episódios das séries Éramos Seis e A Hora Marcada (1967). Souto participou da fundação do Museu Brasileiro de Televisão e foi homenageado por sua contribuição ao desenvolvimento da teledramaturgia no país. Faleceu em 2001, vítima de infarto, deixando uma trajetória que simboliza a consolidação do ator de TV no Brasil moderno.
