Ibrahim Sued (1924–1995) foi um jornalista, cronista social e colunista brasileiro, figura marcante da vida cultural e da alta sociedade do Rio de Janeiro no século XX. Tornou-se um dos mais influentes comunicadores do país, popularizando o jornalismo de colunas sociais em uma época de glamour e mudanças na imprensa brasileira.
Carreira e estilo
Filho de imigrantes libaneses, Ibrahim Sued iniciou sua trajetória no jornal Diário da Noite e destacou-se posteriormente em O Globo, onde sua coluna social ganhou enorme audiência. Seu estilo combinava notas rápidas sobre a elite carioca com comentários espirituosos e linguagem própria, marcada por bordões como “Ademã que eu vou em frente” e “Os cães ladram e a caravana passa”. Era conhecido por unir o jornalismo, a moda e o entretenimento com um tom irreverente e cosmopolita.
Influência e legado
Sued ajudou a transformar o colunismo social em um fenômeno cultural, aproximando o público da vida de celebridades, empresários e políticos. Introduziu o uso de fotografias e reportagens de bastidores em colunas, influenciando gerações posteriores de cronistas. Seu sucesso também consolidou a presença das colunas sociais em rádio e televisão.
Vida pessoal e reconhecimento
Figura polêmica, mas respeitada, Ibrahim Sued manteve amizades com personalidades nacionais e internacionais, de presidentes a artistas. Após sua morte, foi lembrado como símbolo de uma era de elegância e sofisticação na imprensa brasileira. Seu nome permanece associado ao pioneirismo no jornalismo de celebridades e à identidade cultural do Rio de Janeiro dos anos dourados.
