Inezita Barroso (Ignez Magdalena Aranha de Lima, 1925–2015) foi cantora, atriz, instrumentista, folclorista e apresentadora brasileira. Figura essencial na valorização da música caipira, tornou-se um ícone da cultura popular e referência na preservação das tradições musicais do interior do Brasil.
Trajetória e formação
Criada em uma família tradicional paulistana, Inezita teve contato precoce com a música e aprendeu violão e piano ainda criança. Formou-se em Biblioteconomia pela USP e iniciou carreira profissional em 1953, destacando-se com as gravações de Ronda, de Paulo Vanzolini, e Moda da Pinga, que a consagrou nacionalmente .
Carreira artística e legado
Durante mais de seis décadas, gravou cerca de 80 discos e atuou em filmes como Mulher de Verdade (1955) e É Proibido Beijar (1954). A partir de 1980, comandou o programa Viola, Minha Viola, na TV Cultura, que se tornou o mais longevo dedicado à música caipira brasileira. Também lecionou folclore e promoveu estudos sobre cultura popular .
Reconhecimento e impacto cultural
Conhecida como “Rainha da Música Caipira”, Inezita recebeu inúmeros prêmios, entre eles o Grande Prêmio da Crítica em MPB (2010) e o título de comendadora da música raiz. Foi homenageada em 2017 pela exposição Ocupação Inezita Barroso, do Itaú Cultural, e seu centenário, em 2025, reafirmou sua relevância para a identidade cultural brasileira .
Legado
Mais que cantora, Inezita foi uma pesquisadora dedicada à música de raiz, contribuindo para o reconhecimento do folclore como patrimônio nacional. Seu trabalho uniu erudição e autenticidade, mantendo viva a sonoridade e os valores da tradição caipira no Brasil contemporâneo.
