Isabel Salgado (1960–2022) foi uma das maiores jogadoras brasileiras de vôlei, pioneira tanto nas quadras quanto nas areias. Atuou pela seleção brasileira nas décadas de 1970 e 1980, disputando duas Olimpíadas e abrindo caminho para o sucesso posterior do voleibol feminino do país. Posteriormente, destacou-se no vôlei de praia e tornou-se referência como técnica e ativista social.
Carreira nas quadras
Formada nas categorias de base do Flamengo, Isabel estreou no time adulto aos 16 anos e conquistou títulos nacionais e sul-americanos. Pela seleção brasileira, participou dos Jogos Pan-Americanos de 1979 (bronze) e das Olimpíadas de Moscou 1980 e Los Angeles 1984, sendo uma das protagonistas da consolidação inicial do vôlei feminino nacional. Em 1980, tornou-se a primeira jogadora brasileira de vôlei a atuar profissionalmente no exterior, pelo Modena, na Itália.
Transição para o vôlei de praia
Nos anos 1990, Isabel migrou para o vôlei de praia, formando dupla de sucesso com Jackie Silva. Juntas, venceram etapas internacionais e contribuíram para firmar o Brasil como potência mundial da modalidade. Sua experiência e liderança ajudaram a inspirar novas gerações, incluindo os próprios filhos, que seguiram sua trajetória no esporte.
Legado e ativismo
Além da carreira esportiva, Isabel foi símbolo de independência e engajamento social. Participou de movimentos democráticos, como as Diretas Já, e defendeu maior representatividade feminina no esporte. Em 2022, foi convidada para integrar o grupo técnico de esportes da equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Sua morte, em novembro do mesmo ano, gerou grande comoção no meio esportivo e político.
Homenagens e influência
Após sua morte, clubes, atletas e instituições destacaram seu papel transformador no vôlei brasileiro. Isabel permanece lembrada como atleta visionária, mãe de campeões e defensora de causas sociais, exemplo de determinação e pioneirismo para o esporte nacional.
