Jackson do Pandeiro (1919–1982), nome artístico de José Gomes Filho, foi cantor, compositor e percussionista brasileiro. Considerado o “Rei do Ritmo”, é uma das figuras centrais da música popular brasileira por unir o samba e o forró a diversos ritmos nordestinos, como o coco, o baião e o xaxado, com uma divisão rítmica vocal única.
Início e ascensão
Filho da cantadora de coco Flora Mourão, Jackson cresceu imerso na música popular nordestina. Aos 8 anos, já tocava zabumba e, adolescente, trabalhava como músico em Campina Grande. Em 1948, ao atuar na Rádio Jornal do Commercio de Recife, adotou o nome artístico Jackson do Pandeiro e, em 1953, lançou o primeiro sucesso — “Sebastiana” — pela gravadora Copacabana, seguido de “Forró em Limoeiro”, tornando-se um fenômeno nacional.
O Rei do Ritmo
Jackson destacou-se pela habilidade de “dividir” o compasso das músicas, alternando tempo e voz de forma improvisada e precisa. Essa versatilidade o fez transitar entre gêneros — samba, forró, rojão e marchinhas — sem perder a autenticidade. Sua obra foi essencial para consolidar a identidade rítmica nordestina na música popular brasileira.
Parcerias e legado
Com a cantora e dançarina Almira Castilho, sua esposa entre 1956 e 1967, formou uma dupla de grande sucesso, participando de filmes e programas de rádio. Entre os parceiros de composição estão Rosil Cavalcanti e Edgar Ferreira. Sua influência atravessou gerações, sendo reverenciado por artistas como Gilberto Gil, Alceu Valença, Lenine, Elba Ramalho e Zé Ramalho.
Reconhecimento e memória
Mesmo após sua morte por embolia pulmonar em 1982, sua obra segue celebrada. Em 2019, ano do centenário de nascimento, foi tema de homenagens, shows e reedições discográficas. Em 2025, a Paraíba reconheceu oficialmente seu legado como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado.
