Jece Valadão (1930–2006) foi um ator, diretor e produtor brasileiro, figura icônica do cinema nacional das décadas de 1950 a 1980. Conhecido por papéis de vilão e “cafajeste”, tornou-se símbolo do homem durão nas telas e um dos nomes mais reconhecidos do Cinema Novo.
Carreira e imagem pública
Valadão iniciou sua trajetória em 1949, no filme Carnaval no Fogo, e atuou em mais de cem produções, entre cinema, teatro e televisão. Seu papel em Os Cafajestes (1962), de Ruy Guerra, consolidou sua fama de anti-herói e símbolo da virilidade brasileira. Trabalhou com grandes diretores como Nelson Pereira dos Santos, Glauber Rocha e Carlos Diegues, participando de marcos do Cinema Novo como A Idade da Terra (1980) e Rio, 40 Graus (1955).
Vida pessoal e espiritualidade
Fora das telas, cultivou a persona de “machão” e se autodefiniu como o maior “cafajeste” do país — um rótulo que aceitou com humor. Convertido ao protestantismo em 1995, tornou-se pastor da Assembleia de Deus. Nos últimos anos, gravou o documentário O Evangelho Segundo Jece Valadão (2001), no qual refletiu sobre arrependimento e fé.
Legado
Jece Valadão marcou o imaginário popular como o arquétipo do anti-herói brasileiro. Sua trajetória sintetiza a evolução do cinema nacional, do realismo urbano às produções televisivas, e seu nome permanece associado à figura do “malandro” que o público amava odiar.
