Jô Soares (José Eugênio Soares, 1938–2022) foi um humorista, apresentador, escritor, ator e diretor brasileiro, amplamente reconhecido como uma das figuras mais influentes da televisão nacional. Dono de humor refinado e cultura enciclopédica, marcou gerações com programas icônicos e entrevistas memoráveis.
Carreira na televisão
A trajetória de Jô Soares começou nos anos 1950, com participações em filmes musicais e programas humorísticos como A Família Trapo e Faça Humor, Não Faça Guerra. Em 1981, consagrou-se com Viva o Gordo na TV Globo, onde criou personagens que se tornaram ícones do humor nacional. Posteriormente, comandou o Jô Soares Onze e Meia (1988–1999) no SBT e o Programa do Jô (2000–2016) na Rede Globo, somando mais de 14 mil entrevistas.
Escritor e intelectual
Além da televisão, Jô destacou-se como escritor de romances de humor e mistério, como O Xangô de Baker Street, adaptado para o cinema, e Assassinato na Academia Brasileira de Letras. Seus livros demonstram o mesmo espírito crítico e irônico que marcou sua carreira nas telas.
Legado e reconhecimento
Reconhecido por sua inteligência e versatilidade, Jô Soares foi descrito por críticos como “uma das figuras mais cultas do Brasil”. Recebeu a Ordem de Rio Branco em 2006 e deixou profunda influência sobre o jornalismo de entretenimento e a comédia televisiva. Seu bordão “Um beijo do gordo” permanece símbolo de carisma e afeto com o público.
