Jean-Marie Faustin Goedefroid de Havelange (1916–2016) foi um dirigente esportivo, advogado e ex-atleta brasileiro. Presidiu a FIFA entre 1974 e 1998, período em que transformou o futebol em um negócio global e altamente lucrativo, embora sua gestão tenha sido marcada por denúncias de corrupção.
Início e carreira esportiva
Havelange foi nadador e jogador de polo aquático, representando o Brasil nas Olimpíadas de Berlim (1936) e Helsinque (1952). Iniciou sua carreira como dirigente na Federação Paulista de Natação e, em 1958, assumiu a presidência da Confederação Brasileira de Desportos, entidade responsável por diversas modalidades, incluindo o futebol. Sob sua liderança, o Brasil conquistou as Copas do Mundo de 1958, 1962 e 1970.
Presidência da FIFA
Ao assumir a presidência da FIFA, Havelange foi o primeiro não europeu a ocupar o cargo. Promoveu a expansão da Copa do Mundo de 16 para 32 seleções, impulsionou a inclusão de países da África, Ásia e América Latina, e criou torneios como os Mundiais Sub-17, Sub-20, Feminino e a Copa das Confederações. Em parceria com patrocinadores como Coca-Cola e Adidas, transformou a entidade em uma potência financeira global.
Controvérsias e legado
Sua trajetória foi abalada por acusações de corrupção ligadas ao caso ISL, empresa de marketing esportivo que pagou propinas a dirigentes entre 1992 e 2000. Havelange renunciou ao Comitê Olímpico Internacional em 2011 e ao título de presidente de honra da FIFA em 2013. Apesar das controvérsias, é lembrado como figura central na globalização do futebol moderno.
Homenagens
Durante anos, o Estádio Olímpico João Havelange levou seu nome, abrigando eventos dos Jogos Olímpicos Rio 2016, simbolizando a dualidade de sua influência — entre a expansão do esporte e os escândalos éticos que marcaram sua era.
