Jorge Dória (nascido Jorge Pires Ferreira, 12 de dezembro de 1920 – 6 de novembro de 2013) foi um ator, humorista e roteirista brasileiro. Ícone da dramaturgia nacional, destacou-se no teatro, cinema e televisão, conhecido por sua verve cômica e domínio do improviso, sendo lembrado como o “rei do caco”.
Início e carreira no teatro
Formado nas companhias de Eva Todor e Luis Iglesias, Dória estreou no palco em 1942. Consolidou-se como ator cômico refinado em peças como Plaza Suíte, Freud Explica, Explica e especialmente A Gaiola das Loucas, de Jean Poiret, um dos maiores sucessos da história do teatro brasileiro.
Cinema e televisão
Sua estreia no cinema ocorreu em Mãe (1948), e o reconhecimento veio com O Assalto ao Trem Pagador (1962), de Roberto Farias. Atuou ainda em A Dama do Lotação (1978) e O Homem do Ano (2003). Na televisão, Dória marcou época ao viver Lineu na primeira versão de A Grande Família e brilhou em novelas da TV Globo como Brega & Chique, Meu Bem, Meu Mal, Que Rei Sou Eu? e no humorístico Zorra Total, onde popularizou o bordão “Onde foi que eu errei?”.
Estilo e legado
Dória foi admirado pela espontaneidade e precisão cênica, comparado a Dercy Gonçalves pela ousadia e naturalidade. Sua habilidade de improvisar tornava cada interpretação única. Recebeu elogios de gerações de artistas e consolidou-se como uma das figuras mais completas da comédia brasileira.
Últimos anos e falecimento
Após um acidente vascular cerebral em 2005, afastou-se da TV. Faleceu em 2013, aos 92 anos, em decorrência de complicações cardiorrespiratórias e renais. Sua morte foi amplamente lamentada por colegas e pelo público, que o reconhecem como mestre do humor e da improvisação.
