Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902–1976) foi médico, político e presidente do Brasil entre 1956 e 1961. Conhecido por seu lema “cinquenta anos em cinco”, liderou um período de acelerado desenvolvimento econômico e pela construção de Brasília, símbolo de modernização nacional.
Formação e início da carreira
Formado em medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1927, Kubitschek exerceu a profissão e estudou na Europa antes de ingressar na política. Atuou como médico militar durante a Revolução Constitucionalista de 1932 e iniciou sua trajetória pública como chefe de gabinete do interventor Benedito Valadares em Minas Gerais. Foi deputado federal, prefeito de Belo Horizonte (1940–1945) e governador de Minas Gerais (1951–1955), cargos em que se destacou por obras de infraestrutura e urbanismo.
Presidência e o “Programa de Metas”
Eleito presidente em 1955, Kubitschek enfrentou resistências militares, superadas pelo chamado “contragolpe preventivo” do general Henrique Teixeira Lott. Seu governo implementou o Programa de Metas, voltado para energia, transporte, indústria e educação. A industrialização avançou com a instalação da indústria automobilística e a expansão rodoviária, embora o endividamento externo e a inflação tenham crescido.
Construção de Brasília
O marco de seu governo foi a fundação de Brasília, inaugurada em 21 de abril de 1960. Planejada por Lúcio Costa e projetada por Oscar Niemeyer, a nova capital simbolizava a integração nacional e o avanço rumo ao interior. A obra monumental consolidou a imagem de Kubitschek como um estadista visionário.
Exílio e legado
Após o golpe militar de 1964, teve seus direitos políticos cassados e viveu no exílio até 1967. Morreu em um acidente automobilístico em 1976, cercado de suspeitas mais tarde afastadas por investigações oficiais. Sua memória permanece associada ao otimismo desenvolvimentista e ao período de modernização do Brasil — refletido em monumentos como o Memorial JK, em Brasília.
