Lélia Abramo (1911–2004) foi uma atriz e militante política brasileira, reconhecida por sua atuação marcante no teatro, cinema e televisão, além de seu engajamento social e sindical. Sua trajetória consolidou-a como uma das figuras mais respeitadas das artes cênicas e da cidadania no Brasil.
Carreira artística
Lélia Abramo iniciou sua carreira nos palcos aos 47 anos, na peça Eles Não Usam Black-Tie, do Teatro de Arena de São Paulo, onde destacou-se por sua força cênica e compromisso político. Atuou em obras de Bertolt Brecht, Federico García Lorca, William Shakespeare e Samuel Beckett, sempre com grande reconhecimento. No cinema, brilhou em O Caso dos Irmãos Naves e Eles Não Usam Black-Tie. Na televisão, participou de novelas emblemáticas como Uma Rosa com Amor (1972), Pão Pão, Beijo Beijo (1983) e A História de Ana Raio e Zé Trovão (1990–1991).
Atuação política e social
Filha de imigrantes italianos e irmã dos intelectuais Cláudio Abramo e Lívio Abramo, Lélia viveu na Itália durante a Segunda Guerra Mundial e presenciou os horrores do conflito. De volta ao Brasil, tornou-se presidente do Sindicato dos Artistas de São Paulo em 1978, defendendo direitos trabalhistas e liberdade de expressão. Foi uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores e chegou a ser candidata a vice-governadora de São Paulo em 1982.
Legado
Respeitada por sua integridade e comprometimento ético, Lélia Abramo deixou uma contribuição duradoura à cultura e à política brasileiras. Sua trajetória é símbolo de resistência e de ligação entre arte e transformação social, reverenciada por artistas e intelectuais até hoje.
