Lídia Mattos (1924–2013) foi uma atriz, radialista e apresentadora brasileira, reconhecida como uma das pioneiras da televisão nacional. Iniciou a carreira no rádio nos anos 1930 e destacou-se em telenovelas e filmes ao longo de mais de seis décadas de atuação.
Início da carreira no rádio
Lídia Mattos começou ainda jovem no programa infantil “Beatriz Roquete Pinto” e consolidou-se na Rádio Cruzeiro do Sul e, posteriormente, na Rádio Nacional, onde se tornou radioatriz. Atuou também na Rádio Mayrink Veiga, um dos principais centros culturais do país nas décadas de 1940 e 1950.
Transição para a televisão
Em 1953 ingressou na TV Tupi como apresentadora do programa “Teleteatro Lutz Ferrando”, sendo uma das primeiras mulheres a comandar atrações ao vivo. Posteriormente, apresentou e participou de diversos programas de variedades e teleteatros, conquistando prêmios como “Mãe do Ano” e “Melhor Animadora”.
Trabalhos em telenovelas e cinema
Na televisão, atuou em produções marcantes da TV Globo como Selva de Pedra (1972), O Bem-Amado (1973), Plumas e Paetês (1980), Brilhante (1981), Direito de Amar (1987) e A Próxima Vítima (1995). No cinema, participou de filmes como Argila (1940), O Coronel e o Lobisomem (1979), Dedé Mamata (1988) e Eu Não Conhecia Tururú (2000).
Legado
Reconhecida pela versatilidade e elegância, Lídia Mattos ajudou a moldar o formato da teledramaturgia e da apresentação feminina na mídia brasileira. Faleceu aos 88 anos em decorrência de complicações de pneumonia, deixando uma trajetória considerada exemplar na história da televisão e do rádio no Brasil.
