Maria Esther Bueno (1939–2018) foi uma tenista brasileira reconhecida mundialmente por sua elegância em quadra e por ser uma das maiores atletas da história do país. Conhecida como “a bailarina do tênis”, conquistou 19 títulos de Grand Slam e ocupou o topo do ranking mundial quatro vezes, entre 1959 e 1966.
Início e ascensão
Filha de uma família apaixonada por tênis, Maria Esther começou a jogar ainda criança no Clube de Regatas Tietê. Autodidata, destacou-se por sua técnica refinada e agressiva, vencendo torneios nacionais desde a adolescência. Aos 19 anos, em 1959, surpreendeu o mundo ao conquistar Wimbledon e o US National Championships, tornando-se a primeira sul-americana campeã de simples em Londres .
Conquistas e estilo
Bueno venceu três vezes Wimbledon (1959, 1960, 1964) e quatro o US Open (1959, 1963, 1964, 1966). Em 1960, conquistou os quatro Grand Slams em duplas, um feito inédito na época. Seu estilo, elegante e fluido, rendeu-lhe o apelido de “Rainha de Wimbledon”. O designer Ted Tinling criou vestidos icônicos para ela, unindo moda e desempenho esportivo .
Legado e reconhecimento
Pioneira do esporte feminino brasileiro, Bueno abriu caminho para gerações posteriores e inspirou atletas como Bia Haddad e Gustavo Kuerten. Foi condecorada com diversas honrarias, incluindo a nomeação da quadra central do Centro Olímpico de Tênis do Rio de Janeiro em sua homenagem. Sua presença cativava plateias, especialmente em Wimbledon, onde era convidada de honra anual .
Últimos anos e legado duradouro
Mesmo após problemas de saúde e uma carreira abreviada por lesões, Maria Esther manteve-se próxima ao tênis como comentarista da BBC e do SporTV. Faleceu em 2018, vítima de câncer, deixando um legado de excelência, coragem e inspiração. É lembrada como a maior tenista brasileira e uma das maiores figuras do esporte feminino mundial .
