Política

Marielle Franco

Marielle Franco (1979–2018) foi uma socióloga, ativista de direitos humanos e vereadora do Rio de Janeiro, eleita pelo Partido Socialismo e Liberdade em 2016. Mulher negra, lésbica e oriunda da favela da Maré, destacou-se pela defesa das populações periféricas, das mulheres e da comunidade LGBTQIA+. Seu assassinato, em 2018, tornou-se símbolo global de resistência e luta por justiça social.

Origens e formação

Criada no Complexo da Maré, uma das favelas mais violentas do Rio, Franco venceu barreiras sociais ao conquistar bolsa de estudos e formar-se em Sociologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Sua experiência de vida moldou uma perspectiva política voltada à equidade racial e à denúncia da violência policial nas periferias.

Atuação política

Eleita vereadora em 2016 com mais de 46 mil votos — a quinta mais votada da cidade —, Franco priorizou temas como direitos das mulheres, combate ao racismo e abusos das forças de segurança. Ela presidia uma comissão que investigava a intervenção militar federal no Rio e criticava abertamente a letalidade policial.

Assassinato e investigação

Em 14 de março de 2018, Marielle e o motorista Anderson Pedro Gomes foram executados a tiros após um evento sobre o protagonismo de mulheres negras. A precisão dos disparos indicou crime político. Dois ex-policiais foram acusados de serem os executores, e em 2024 a Polícia Federal prendeu três políticos e ex-chefes de polícia suspeitos de planejar o assassinato.

Legado e impacto

Sua morte provocou protestos em todo o Brasil e no exterior, com o grito “Marielle Presente!”. Tornou-se ícone internacional da luta contra o racismo, o machismo e a violência estatal, inspirando uma nova geração de mulheres negras e ativistas a disputar espaços políticos.

Biografia compilada pelo Mofolândia.

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