Marlene França (Uauá, 5 de agosto de 1943 – São Paulo, 23 de setembro de 2011) foi uma atriz, diretora e roteirista brasileira. Atuou em dezenas de filmes e produções televisivas entre as décadas de 1950 e 2000, destacando-se como um dos rostos marcantes do cinema nacional e por sua posterior incursão como cineasta engajada em temas sociais.
Carreira no cinema e televisão
Iniciou a trajetória ainda jovem, participando de Jeca Tatu, passando a figurar em produções populares do período da chanchada e do cinema independente. Nos anos 1970, consolidou-se em títulos como Bacalhau (1976), O Mulherengo (1976) e Crueldade Mortal (1976), papéis que lhe deram projeção nacional. Atuou também em novelas e teleteatros, entre eles Ciúmes (1966) e Yoshico, um Poema de Amor (1967).
Atuação como diretora e roteirista
Nos anos 1980, destacou-se por dirigir e escrever curtas-metragens de cunho social, como Frei Tito (1985), Mulheres da Terra (1986) e Meninos de Rua (1987). Essas obras refletiam preocupações humanitárias e políticas, alinhando-se ao cinema de resistência e à redemocratização brasileira.
Legado
Reconhecida pela versatilidade, Marlene França transita entre o entretenimento popular e o cinema autoral, sendo lembrada por retratar figuras femininas fortes e por abrir espaço a mulheres na direção cinematográfica brasileira. Seu trabalho permanece referência de dedicação e pluralidade artística.
