Oscar Maurício de Lima Azêdo (1934–2013) foi um jornalista, advogado e político brasileiro, conhecido por sua longa atuação na imprensa e na defesa da liberdade de expressão. Presidiu a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) de 2004 até sua morte, tornando-se uma das vozes mais respeitadas do jornalismo carioca.
Carreira no jornalismo
Azêdo iniciou-se no Jornal do Commercio e atuou em redações de destaque como Jornal do Brasil, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, Última Hora e Revista Manchete. Foi o primeiro editor-chefe da revista Placar, criada a partir de um projeto seu, e colaborou com jornais alternativos de resistência à ditadura militar, como Opinião e Movimento. Sua trajetória incluiu prisão e tortura durante o regime militar, o que reforçou sua atuação posterior em defesa dos direitos humanos e da liberdade de imprensa .
Atuação política e pública
Nos anos 1980 e 1990, foi eleito vereador pelo Partido Democrático Trabalhista por três mandatos consecutivos, chegando a ocupar a presidência da Câmara Municipal do Rio. Também exerceu funções de secretário municipal e conselheiro do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro. Autor de mais de cem leis, destacou-se na criação da RioFilme e na elaboração da Lei Orgânica do Município .
Presidência da ABI e legado
Como presidente da ABI, liderou a entidade em momentos de reestruturação e reafirmou sua postura combativa em defesa da liberdade de imprensa. Recebeu honrarias como a Medalha Pedro Ernesto, a Medalha Tiradentes e o Colar do Mérito Judiciário. Azêdo é lembrado por seu compromisso com a ética jornalística, pela militância democrática e pela contribuição à cultura política e cinematográfica brasileira .
