Antônio Carlos Bernardes Gomes (1941–1994), conhecido artisticamente como Mussum, foi humorista, ator e sambista brasileiro. Integrante do grupo Os Trapalhões, tornou-se ícone popular por seu carisma, expressões irreverentes e bordões como “cacildis” e “forévis”. Sua trajetória uniu o samba à comédia, marcando gerações e influenciando o humor negro no Brasil.
Início e carreira musical
Criado no Morro da Cachoeirinha, no Rio de Janeiro, Mussum começou como músico na Estação Primeira de Mangueira e cofundou o grupo Os Originais do Samba, com o qual lançou mais de dez discos e recebeu três discos de ouro. Seu apelido surgiu dado por Grande Otelo, que o comparou a um peixe escorregadio, o mussum.
Sucesso com *Os Trapalhões*
Nos anos 1970, Mussum foi convidado por Chico Anysio a participar da “Escolinha do Professor Raimundo”. Em seguida, integrou Os Trapalhões ao lado de Renato Aragão, Dedé Santana e Zacarias. O programa, exibido pela TV Globo, tornou-se um fenômeno cultural por quase duas décadas e gerou mais de vinte filmes de grande bilheteria. Mussum destacou-se por seu humor físico e linguajar característico, adicionando “is” ao final das palavras.
Legado e impacto cultural
Além da comédia, Mussum manteve vínculo forte com o samba e a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. Após sua morte, sua imagem tornou-se símbolo da cultura popular e digital brasileira, gerando memes, produtos e homenagens, como a cerveja Biritis criada por seu filho Sandro Gomes. Em 2023, sua história foi celebrada no longa Mussum, o Filmis, dirigido por Silvio Guindane e premiado no Festival de Gramado.
Relevância contemporânea
Mussum é reverenciado como pioneiro da representatividade negra na televisão brasileira. Sua obra inspira novos humoristas e é revisitada em análises sobre racismo, identidade e humor, reconhecendo-o como figura essencial para a história cultural do país.
