Nicette Bruno (Nicete Xavier Miessa; 7 de janeiro de 1933 – 20 de dezembro de 2020) foi uma renomada atriz brasileira de teatro, cinema e televisão. Reconhecida por sua versatilidade e simpatia, tornou-se uma das figuras mais queridas da dramaturgia nacional, com mais de sete décadas de carreira.
Início da carreira
Filha da atriz Eleonor Bruno, Nicette iniciou-se na arte ainda criança, aos quatro anos, recitando e cantando na Rádio Guanabara. A carreira teatral começou na adolescência, no grupo de Paschoal Carlos Magno, e rapidamente se destacou em montagens como Romeu e Julieta e A Filha de Iório. Em 1952, já era nome conhecido nos palcos, associada ao Teatro de Alumínio e à Companhia de Dulcina de Morais.
Consolidação na TV e no cinema
Nicette estreou na televisão em 1967, na novela Os Fantoches, de Ivani Ribeiro. Entre seus papéis mais marcantes estão Dona Lola, em Éramos Seis (1977), e Dona Benta, na versão de Sítio do Picapau Amarelo (2001–2004). Atuou também em produções como Alma Gêmea, Salve Jorge e I Love Paraisópolis. No cinema, participou de filmes como Canto da Saudade, Querida Susana e A Guerra dos Rocha.
Vida pessoal e legado
Casada por seis décadas com o ator Paulo Goulart, Nicette construiu uma família de artistas. Juntos, tornaram-se símbolo de união e dedicação à arte. Ela faleceu aos 87 anos, vítima de complicações da COVID-19, encerrando uma trajetória de 70 anos de atuação contínua. Sua contribuição à cultura brasileira permanece celebrada por gerações de espectadores e colegas.
