Norma Bengell (1935–2013) foi uma atriz, cantora e cineasta brasileira, reconhecida por sua ousadia e versatilidade artística. Figura icônica do cinema nacional, marcou a história por protagonizar o primeiro nu frontal do cinema brasileiro e por atuar em produções premiadas internacionalmente.
Carreira e notoriedade
Norma Aparecida Almeida Pinto Guimarães D’Áurea Bengell iniciou a carreira aos 16 anos no teatro de revista de Carlos Machado e logo se destacou no cinema. Tornou-se símbolo sexual nos anos 1960 e ganhou projeção internacional com O Pagador de Promessas, vencedor em Cannes. No mesmo ano, escandalizou o público ao aparecer nua em Os Cafajestes, dirigido por Ruy Guerra, marco na história do cinema brasileiro.
Atuação internacional e Cinema Novo
Bengell trabalhou com nomes centrais do Cinema Novo e em diversas produções europeias, especialmente italianas, como Mafioso e Planet of the Vampires, de Mario Bava. Perseguida pela censura da ditadura militar, exilou-se na França em 1971 e mais tarde foi reconhecida como anistiada política.
Direção e legado
Como diretora, estreou com Eternamente Pagu, biografia da escritora Patrícia Galvão, e realizou O Guarani, adaptação do clássico de José de Alencar. Continuou ativa até os anos 2000 em filmes, televisão e teatro. Sua morte, em 2013, por câncer de pulmão, encerrou uma trajetória de mais de 50 anos dedicados às artes.
Legado cultural
Norma Bengell é lembrada como pioneira e transgressora, símbolo da modernização do cinema brasileiro e referência para gerações de artistas que buscaram liberdade estética e política nas artes.
