Oswaldo Louzada (1912–2008), conhecido artisticamente como Louzadinha, foi um ator brasileiro de cinema, teatro, rádio e televisão. Com mais de sete décadas de carreira, tornou-se uma figura emblemática das artes cênicas no Brasil, destacando-se por papéis marcantes em novelas da TV Globo e filmes clássicos nacionais.
Início e carreira no teatro e rádio
Filho de um iluminador do Teatro Recreio, Louzada cresceu imerso no ambiente artístico. Estreou nos palcos em 1930, pela companhia Belmira de Almeida–Odilon Azevedo, e trabalhou como locutor na Rádio Mayrink Veiga. Em 1944, ingressou no elenco de rádio-teatro da Rádio Panamericana, em São Paulo, sob direção de Oduvaldo Viana, consolidando sua versatilidade interpretativa.
Cinema
Ainda em 1944, iniciou sua carreira cinematográfica com Gente Honesta e É Proibido Sonhar. Participou de produções significativas como O Assalto ao Trem Pagador, Gimba, Presidente dos Valentes e Lampião, Rei do Cangaço. Reconhecido por sua entrega, transformava papéis coadjuvantes em atuações memoráveis.
Televisão e popularidade
Louzada tornou-se presença constante nas novelas da TV Globo a partir de Bandeira 2. Atuou em sucessos como Estúpido Cupido, Vamp e Uga Uga. Sua consagração nacional veio com Mulheres Apaixonadas (2003), no papel de Leopoldo, avô maltratado pela neta Dóris — interpretação que emocionou o público e marcou sua carreira.
Últimos anos e legado
Mesmo aos 90 anos, manteve-se ativo em programas como Sob Nova Direção. Faleceu em 2008, vítima de falência múltipla dos órgãos decorrente de pneumonia. Louzada é lembrado por sua disciplina, delicadeza e pela capacidade de dar profundidade a personagens simples, sendo um dos mais longevos atores em atividade no Brasil.
