Paulo César Pereio (nascido Paulo César de Campos Velho; Alegrete, 19 de outubro de 1940 – Rio de Janeiro, 12 de maio de 2024) foi um ator, diretor e locutor brasileiro. Figura marcante do Cinema Novo e da pornochanchada, destacou-se pelo talento versátil e pela postura provocadora, deixando mais de seis décadas de contribuição ao teatro, cinema e televisão nacionais.
Carreira e legado
Pereio estreou nos anos 1960 e logo se integrou à geração do Cinema Novo, trabalhando com nomes como Glauber Rocha, Hector Babenco, Arnaldo Jabor e Ruy Guerra. Tornou-se símbolo de liberdade artística e contestação política, participando também do teatro de vanguarda — como na montagem de Roda Viva, de Chico Buarque.
Nos anos 1970 e 1980, migrou entre o experimentalismo e o cinema popular, estrelando títulos emblemáticos da pornochanchada e consolidando uma imagem de irreverência. Ganhou projeção televisiva em novelas como Roque Santeiro, A Viagem e Duas Caras, além de ser voz marcante em campanhas publicitárias.
Estilo e personalidade
Conhecido pela voz grave e pela atitude combativa, Pereio defendia a arte como instrumento de transgressão. Ateu e crítico ácido de instituições religiosas e políticas, mantinha um humor sarcástico que marcou sua persona pública.
Últimos anos e homenagens
Desde 2020 vivia no Retiro dos Artistas, onde foi homenageado por colegas e recebeu em 2023 o documentário Peréio, Eu Te Odeio. Morreu aos 83 anos, vítima de doença hepática, sendo amplamente celebrado por instituições culturais como o Ministério da Cultura do Brasil e a Funarte.
