Paulo Villaça (1933–1992) foi um ator e diretor de teatro brasileiro, associado ao movimento do Cinema Marginal. Conhecido por interpretar personagens intensos e ambíguos, destacou-se no cinema, teatro e televisão entre as décadas de 1960 e 1980, tornando-se um nome de culto na história do audiovisual nacional.
Carreira no cinema
Villaça alcançou notoriedade como protagonista de O Bandido da Luz Vermelha (1968), de Rogério Sganzerla, filme que marcou o experimentalismo e a crítica política do período da ditadura militar. Atuou ainda em produções como A Mulher de Todos, Copacabana Mon Amour, A Dama do Cine Shanghai e Perfume de Gardênia, este último uma homenagem ao papel que o consagrou.
Teatro e televisão
Ator de formação sólida, integrou o grupo Teatro Oficina, participando de montagens emblemáticas como Navalha na Carne e Fala Baixo Senão Eu Grito. Na televisão, atuou em novelas e minisséries como Vale Tudo, Quem Ama Não Mata e Helena, exibidas pela Rede Globo.
Vida pessoal e legado
Villaça foi casado com a atriz Marília Pêra durante os anos 1970. Sua morte, aos 58 anos, ocorreu num momento de forte estigma social em torno da AIDS, o que contribuiu para o apagamento temporário de sua relevância pública. Hoje, é reverenciado por estudiosos e cinéfilos como símbolo de uma geração de artistas que desafiaram convenções e expandiram as fronteiras do cinema brasileiro.
