Paulo César Siqueira Cavalcante Farias (1945–1996), conhecido como PC Farias, foi empresário e tesoureiro da campanha presidencial de Fernando Collor de Mello em 1989. Tornou-se figura central no escândalo de corrupção que resultou no impeachment de Collor em 1992, simbolizando a promiscuidade entre negócios e política no início da redemocratização brasileira.
Carreira e escândalo Collor
Durante a campanha presidencial de 1989, PC Farias foi responsável pela arrecadação de recursos que impulsionaram a vitória de Collor. Após a posse, foi acusado de coordenar um esquema de corrupção e desvio de verbas públicas, operando como intermediário entre empresários e o governo. As denúncias feitas por Pedro Collor de Mello desencadearam uma CPI e culminaram no impeachment presidencial em 1992.
Prisão e fuga
Com a prisão preventiva decretada por sonegação fiscal em 1993, PC fugiu do país e foi capturado em Bangcoc, na Tailândia. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal em 1994, cumpriu parte da pena em regime aberto.
Morte e investigações
Em 23 de junho de 1996, PC Farias e a namorada Suzana Marcolino foram encontrados mortos na casa de praia dele, em Guaxuma, Alagoas. As versões oficiais oscilaram entre homicídio seguido de suicídio e duplo assassinato. Em 2013, júri popular reconheceu o duplo homicídio, mas absolveu os quatro seguranças acusados por omissão, deixando o caso sem solução definitiva.
Legado
Símbolo de uma era de corrupção e impunidade, PC Farias permanece como personagem controverso da política brasileira. Sua história continua a inspirar livros, documentários e séries que buscam compreender o entrelaçamento de poder, dinheiro e escândalos no Brasil contemporâneo.
