Música

Pena Branca

José Ramiro Sobrinho (1939–2010), conhecido artisticamente como Pena Branca, foi cantor e compositor brasileiro, um dos maiores representantes da música caipira de raiz. Ganhou projeção nacional como integrante da dupla Pena Branca & Xavantinho, formada com seu irmão Ranulfo Ramiro da Silva. Sua voz marcante e o repertório que exaltava o campo e a simplicidade o tornaram referência da cultura popular brasileira.

Trajetória artística

Criado em Uberlândia (MG), Pena Branca começou a cantar com o irmão ainda jovem, influenciado por duplas como Tião Carreiro & Pardinho e Tonico & Tinoco. A dupla consolidou-se ao unir a tradição da moda de viola com elementos da música popular brasileira, notadamente no álbum “Velha Morada” (1980), que incluiu “Cio da Terra”, de Milton Nascimento e Chico Buarque.

Reconhecimento e legado

Nos anos 1990, Pena Branca & Xavantinho receberam o Prêmio Sharp e levaram a música caipira a palcos internacionais, preservando o estilo autêntico do sertanejo de raiz. Após a morte de Xavantinho, em 1999, Pena Branca seguiu carreira solo e venceu o Grammy Latino de Melhor Álbum Sertanejo por Semente Caipira (2001).

Estilo e influência

Suas interpretações de clássicos como “Cuitelinho”, “Luar do Sertão” e “Calix Bento” destacavam o lirismo da vida rural e a pureza da viola caipira. Pena Branca colaborou com artistas como Almir Sater, Renato Teixeira e Milton Nascimento, tornando-se símbolo da resistência cultural frente à modernização da música sertaneja.

Legado pós-morte

Falecido aos 70 anos por insuficiência respiratória, deixou 13 discos gravados e um repertório que perpetua o espírito do Brasil interiorano. Sua obra segue influenciando músicos e admiradores da tradição caipira, assegurando-lhe um lugar de destaque na história da música brasileira.

Biografia compilada pelo Mofolândia.

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