Procópio Ferreira (1898–1979) foi ator, diretor e dramaturgo brasileiro, considerado um dos maiores nomes do teatro nacional. Com uma carreira de mais de seis décadas, interpretou mais de 500 personagens e ajudou a consolidar a dramaturgia moderna no Brasil. É pai da renomada atriz e diretora Bibi Ferreira.
Início e formação
Filho de imigrantes portugueses da Ilha da Madeira, começou no circo-teatro, onde unia acrobacias a esquetes cômicas. Expulso de casa por querer ser ator, estreou em 1917 no Teatro Carlos Gomes com Amigo, Mulher e Marido. Em 1924 fundou a Companhia Procópio Ferreira, responsável por lançar e difundir inúmeros autores brasileiros.
Teatro e dramaturgia
Seu maior sucesso foi Deus lhe Pague, encenado mais de 3 000 vezes no Brasil e na Europa. Também brilhou em A Juriti, O Avarento, A Capital Federal e Esta Noite Choveu Prata. Escreveu nove peças, entre elas Arte de Ser Marido e Boca do Inferno. Ficou conhecido como “o mágico da expressão” por sua versatilidade cênica.
Cinema e televisão
No cinema, destacou-se em O Comprador de Fazendas (1951), Quem Matou Anabela? (1956) e Titio Não É Sopa (1959). Atuou também em produções televisivas como A Grande Viagem, Redenção e As Minas de Prata. Sua presença carismática e humor popular o tornaram um dos primeiros ídolos de massa do teatro e da TV brasileiros.
Legado
Procópio Ferreira faleceu aos 80 anos, vítima de complicações respiratórias. Deixou vasto legado artístico, homenageado por instituições culturais e pelo Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo. Sua influência moldou gerações de atores e consolidou a identidade do teatro popular no Brasil.
