Raul Belens Jungmann Pinto (1952–2026) foi um político e gestor público brasileiro. Atuou em cargos de destaque nos governos de Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer, incluindo os ministérios da Defesa, da Segurança Pública e do Desenvolvimento Agrário, sendo reconhecido por sua trajetória voltada ao diálogo e à modernização institucional.
Trajetória política
Jungmann iniciou sua carreira no movimento estudantil e militou no Partido Comunista Brasileiro durante a ditadura. Foi secretário de Planejamento de Pernambuco (1990–1991) e ajudou a fundar o Partido Popular Socialista (PPS) em 1992. No governo FHC, presidiu o Ibama e o Incra antes de comandar a política fundiária e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (1996–2002). Retornou ao Executivo em 2016, nomeado por Michel Temer para o Ministério da Defesa e, em 2018, tornou-se o primeiro titular do recém-criado Ministério da Segurança Pública.
Atuação parlamentar e no setor público
Foi deputado federal por três mandatos (2003–2018), presidindo comissões como a de Segurança Pública. Defendeu pautas de combate ao crime organizado e de fortalecimento das instituições democráticas. Na segurança pública, liderou a criação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), marco de integração das forças policiais e de gestão de fundos nacionais.
Liderança no setor mineral
Desde 2022, presidiu o IBRAM, onde impulsionou uma agenda de sustentabilidade e responsabilidade social na mineração, articulando o setor em torno de princípios ESG e da transição energética. Sob sua gestão, o instituto fortaleceu o diálogo com ambientalistas e buscou equilibrar desenvolvimento e proteção ambiental.
Legado
Jungmann é lembrado como um homem público de integridade, reconhecido por sua capacidade de articulação e defesa da democracia. Sua morte, aos 73 anos, em decorrência de câncer no pâncreas, foi amplamente lamentada por autoridades e colegas, que destacaram sua contribuição à política, à segurança e à sustentabilidade nacional.
