Renato Consorte (São Paulo, 27 de outubro de 1924 – São Paulo, 26 de janeiro de 2009) foi um ator, comediante e produtor brasileiro. Reconhecido por sua versatilidade, destacou-se no teatro, no cinema e na televisão, sendo lembrado por personagens populares e por seu engajamento cultural e político.
Trajetória e carreira
Consorte iniciou-se no Teatro Brasileiro de Comédia em 1949, na peça “A Noite de 16 de Janeiro”, após integrar o grupo universitário Caravana Artística XI de Agosto. Foi um dos primeiros integrantes da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, participando tanto como ator quanto como assistente de produção. Seu talento cômico o levou à televisão, com destaque no humorístico “A Família Trapo” nos anos 1960.
No cinema, trabalhou em clássicos como O Bandido da Luz Vermelha e Eles Não Usam Black-Tie, e mais tarde em O Casamento de Romeu e Julieta. Na televisão, eternizou o personagem Seu Chalita na novela Tieta.
Engajamento e legado
Além de sua carreira artística, Consorte teve participação ativa no movimento teatral contra a ditadura militar, colaborando com nomes como Augusto Boal e Lélia Abramo. Atuou em peças de resistência, como Gota d’Água, de Chico Buarque.
Sobreviveu a um grave acidente aéreo em 1963, episódio que marcou sua vida pessoal. Casado com a antropóloga Josildeth Gomes Consorte, manteve um longo matrimônio até sua morte por câncer de próstata em 2009.
Repercussão e memória
Renato Consorte é lembrado como um artista completo, cuja obra atravessa gerações. Seu livro autobiográfico Contestador por Índole (Coleção Aplauso) narra bastidores de sua vida e do teatro brasileiro, reforçando sua imagem como figura essencial da cultura nacional.
