Ricardo Coimbra de Almeida Brennand (1927–2020) foi um empresário, engenheiro e colecionador brasileiro. Natural de Cabo de Santo Agostinho (PE), destacou-se tanto na industrialização do Nordeste quanto na criação do Instituto Ricardo Brennand, um dos mais renomados complexos culturais da América do Sul.
Trajetória empresarial
Brennand iniciou a carreira ao lado do pai e do tio no grupo familiar ligado aos setores de açúcar e cerâmica. Modernizou e expandiu o Grupo Brennand, criando fábricas de vidro, cimento, aço e cerâmica em vários estados brasileiros. Sua atuação foi decisiva para diversificar a economia pernambucana, até então concentrada no setor açucareiro.
O colecionador e o Instituto Ricardo Brennand
A paixão pelo colecionismo começou na infância, com o presente de um canivete dado pelo pai. Décadas depois, Brennand reuniu uma das maiores coleções privadas de armas brancas e arte do país. Para abrigá-la, fundou o Instituto Ricardo Brennand, na Várzea (Recife), com castelo, pinacoteca, biblioteca, galeria e jardins. O acervo inclui a maior coleção de obras do pintor holandês Frans Post e objetos do período da ocupação holandesa no Brasil.
Legado cultural e social
Além do instituto, Brennand apoiou instituições de saúde como o Instituto do Fígado de Pernambuco e o IMIP. Foi reconhecido com diversas honrarias, entre elas o Título de Cidadão Recifense e a Medalha do Mérito Capibaribe. Sua morte, em 2020, durante a pandemia de Covid-19, foi lamentada como grande perda para a cultura e o empresariado pernambucano.
